Uma Breve Análise do Golpe de 64

por Jacqueline Vallejo

Infelizmente vivemos um momento político em nosso país muito sério, onde o presidente da República tem como herói brasileiro nada menos que Carlos Brilhante Ustra é um “herói brasileiro”, um dos mais terríveis torturadores no período da ditadura militar (1964-1985).  Apoiado na mentira política moderna, que ataca a verdade factual, usa como estratégia o negacionismo, Bolsonaro e sua equipe, tendo como guru Olavo de Carvalho, pretendem reescrever a história, e reduzir a ciência em mera opinião.

Assim sendo, recorremos a uma análise da história brasileira, desse período tão conturbado e que de alguma forma ainda vive no imaginário da população, nas lembranças, nas dores, nas perdas, em movimentos, na luta. Nada deve mudar a verdade factual no mundo, a história é nosso registro e manteremos seu caráter inflexível, não deixaremos apagar ou criar mentiras a seu respeito.

Nos anos sessenta a industrialização restringida estava cedendo o lugar à industrialização pesada, implicando um novo padrão de acumulação. O modelo de desenvolvimento emergente supunha um crescimento acelerado de capacidade produtiva, penalizando fortemente as camadas trabalhadoras e permitindo um novo arranjo entre o Estado, o capital privado nacional e o capital estrangeiro. Esta expansão acarretou uma desaceleração do crescimento, alta inflação e queda na taxa de inversões.

Nas condições brasileiras de então, as requisições contra a exploração imperialista, acrescidas das reivindicações de participação popular, apontavam para uma ampla reestruturação do padrão do desenvolvimento econômico e uma democratização da sociedade e do Estado. As lutas sociais, um novo bloco de forças político-sociais, poderiam desembocar num quadro revolucionário. A consequência seria a reversão completa daquela particularidade da formação social brasileira, resultando numa perspectiva de revolução social. A sociedade brasileira se defrontava com um tensionamento crescente. A classe dominante consciente dessa evolução, e sintonizada com a contrarrevolução preventiva em escala mundial, impôs com a força o golpe, derrotando as forças democráticas, nacionais e populares. O movimento cívico-militar de abril foi reacionário, resgatou precisamente as piores tradições da sociedade brasileira. Seu real significado foi à destruição da possibilidade de superar a dependência e as amarras da economia brasileira aos interesses imperialistas e de democratizar fundamentalmente a sociedade brasileira.

A economia política da ditadura apresentava três traços marcantes. O primeiro foi o planejamento econômico estatal, que se transformou em poderosa força produtiva. O aparelho estatal, a serviço do capital monopolista, foi desenvolvido, aperfeiçoado ou “modernizado”, tendo as esferas da vida social controladas para garantir a segurança para o desenvolvimento do capital. Todo o peso do poder estatal foi colocado ao dispor do capital financeiro. O Estado mobilizou recursos políticos e organizacionais, científicos e técnicos para favorecer, orientar, reorientar, dinamizar ou diversificar as atividades produtivas. Com políticas de isenções de impostos, incentivos fiscais, de créditos, avais e outras, o Estado favoreceu enormemente a concentração e centralização do capital, usando também recursos do fundo público para a acumulação do capital monopolista. Com o Sistema Federal de Planejamento, todas as forças produtivas, e relações de produção, foram desenvolvidas, conseguindo assim arrancar uma taxa extraordinária de mais-valia da classe operária.

O segundo, Violência Estatal, técnica/política/economicamente, se transformou em poderosa força produtiva a serviço do capital, controlando a classe operária, favorecendo juntamente com o primeiro traço a extração de uma taxa extraordinária de mais-valia. Assim o Sistema Federal de Repressão entrou no processo de acumulação do capital, garantindo e reforçando a subordinação econômica e política dos trabalhadores. A violência política era mais visível, mas não era a única, presente também nos locais de trabalhos e em todas as esferas da vida social. A violência Estatal passa a ser uma potência econômica.

O terceiro e último traço foi o Capital Financeiro, que passou a designar a expressão e ações do Estado, sob a ótica monopolista. O aparelho Estatal serviu a grande burguesia financeira, agindo em pró do desenvolvimento do capital financeiro e monopolista. O desenvolvimento do planejamento e da violência estatal, vistos como forças produtivas, foram condição e produto do crescimento do capital financeiro. Sob condições monopolistas, os três setores produtivos do tripé foram largamente articulados pelo capital financeiro, tendo na maioria dos arranjos o predomínio do capital imperialista, que passou a determinar todas as relações sociais.

O período da ditadura empresarial-militar foi tenebroso, e podemos analisar como o grande capital opera de forma sempre a se expandir e manter a sua hegemonia, não levando em conta as vidas de milhões de pessoas que são irremediavelmente afetadas com seus acordos e arranjos sempre visando privilegiar a classe dominante em detrimento da classe subalterna. Nota-se que foi disseminado um ódio ao comunismo entre a população, vista até hoje, e que Jango não tinha nenhuma pretensão de instaurar um sistema comunista no país, mas ainda assim essa alegação vingou nos meios de comunicação e permeia nos pensamentos de algumas pessoas que viveram essa época. Ainda hoje vivemos sem uma emancipação política completa, já que nos é imposto o voto, mas não o direito ao amplo conhecimento do que envolve seu ato de votar e como isso tem impacto no nosso cotidiano.

O golpe de 64 foi uma vitória para o capitalismo no Brasil e uma derrota para democracia, e em especial para a classe trabalhadora, e o reflexo dessa vitória ainda é sentida e revivida com amargor no discurso do vice-presidente Mourão, que vem nos assombrar diante do quadro político que se apresenta.

Fica claro que quando a classe dominante se sente ameaçada pela classe subalterna, ela não mede esforços para manter sua hegemonia e é capaz dos atos mais bárbaros para isso.

Lutemos para que não tenhamos que enfrentar esse terror novamente.

O Brasil, o Mundo e Nós

por Artemis Zamis

O mundo de joelhos diante da maior pandemia já vista depois da gripe espanhola de 1918, entidades renomadas de saúde buscando freneticamente uma possível cura ou uma vacina capaz de evitar a catástrofe que pode ser ainda maior que a peste negra e a gripe espanhola, autoridades e chefes de estado tomando medidas severas para conter a propagação do vírus e consequentemente minorar o atendimento hospitalar para os que a todo instante chegam infectados, e o nosso presidente Bolsonaro sapateando, tripudiando e debochando do povo, da pandemia e da vida de todos nós.

Na Alemanha a Primeira Ministra Ângela Merkel decreta o distanciamento social, identificação precoce de casos, proteção aos trabalhadores e organização do sistema de saúde para receber pacientes, entre outras medidas, para conter a pandemia e está entre os países com menos casos até o presente momento.

Bolsonaro tenta decretar o fim do isolamento e faz campanha pra que as pessoas voltem a trabalhar.

O Americano Donald Trump, Giuseppe Conte da Itália, Lopes Obrador do México e Vladimir Putin da Rússia, voltaram atrás e decretaram isolamento social e fechamento ou restrições de seus espaços aéreo.

No Brasil, Bolsonaro fala em entrevista que “O vírus tá aí, sabe que muitas pessoas vão morrer infectadas, mas que todo mundo um dia vai morrer mesmo…”.

Na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi decreta o maior confinamento de pessoas da história, ordenando para que todos fiquem em casa por 21 dias, podendo ser prorrogado caso necessário. A Índia é o segundo país mais populoso, com 1,3 bilhão de habitantes.

Por aqui, Bolsonaro, sai as ruas em um passeio matinal, cumprimentando pessoas, contando histórias nos botecos, farmácias em meio a aglomerações, proibidas pela OMS e incentivando acintosamente para que as pessoas voltem ao trabalho pelo bem da economia do país.

A Itália tem até hoje, 100 mil casos, com 11 mil mortes pelo Covid-19 e os enterros são feitos em comboios de caminhões do exercito com as famílias totalmente distantes de seus entes queridos sem poder lhes dar um último adeus.

Aqui, o presidente sustenta enfaticamente que a volta ao trabalho é essencial para que as pessoas não percam seus empregos e que um homem dentro de casa sem prover os alimentos, vai provocar brigas no casal e isso tem contribuído para que as mulheres estejam apanhando de seus maridos.

Amigos, expus alguns desses horrores acima, para que façamos uma reflexão do que realmente precisamos e queremos para o nosso país. Não é nenhum pouco razoável que ouçamos tantas bizarrices de um presidente e seus asseclas e fiquemos inertes, petrificados como estátuas. Nosso presidente é alheio a qualquer enfrentamento com o contraditório e com quem pensa diferente. Isso se explica pelo seu raso conhecimento em qualquer assunto, por mais elementar que seja, seu intelecto pequeno e virtudes nada pertinentes ao importante cargo que ocupa.

Seu comportamento é bizarro. É vergonhoso como o mundo o percebe. Importantes jornais do mundo todo o tratam como um negacionista irresponsável que compromete a vida das pessoas e um país inteiro.

A BBC, neste domingo, publicou artigo onde afirma que Bolsonaro insiste em não levar a pandemia a sério, insistindo em seu negacionismo.

A “The Economist”, uma das mais importantes revistas do mundo, chamou o presidente do Brasil de “BolsoNero” – o ultimo imperador romano, tido como um tirano extravagante que, segundo a história, iniciou um incêndio para construir um palácio.

Algo real, rápido e eficaz terá que ser feito, para que tenhamos preservada nossas vidas e de nossos familiares. Não é por politica ou ideologia, não é por economia, não é por cultura, não é por religião. É pela vida.  Precisamos de atitude para que seja defenestrado de seu cargo e que seja posto em seu lugar aquele que constitucionalmente deverá ocupa-lo. A democracia dirá se fica ou não. Mas por agora está definitivamente provado que este que por hora ocupa o executivo não está a altura do cargo. Urge que as instituições o detenham, pelo bem do país e pelo bem estar de todos.

Vivemos uma dicotomia, onde de um lado está fincado o ódio cujas raízes crescem em uma velocidade assustadora, comprometendo o que sempre tivemos de melhor que são nossa alegria, nossas amizades, nosso prazer na vida e de nossa solidariedade.                

O Brasil está em nossas mãos.

O Discurso Criminoso do Presidente

por Artemis Zamis

O Brasil e o mundo assistiram ontem pela TV, o mais nefasto, inescrupuloso e insano discurso que um presidente eleito democraticamente possa ter feito a seu povo, em meio a uma das mais duras pandemias já vistas no mundo moderno provocada pelo Covid-19. Na contra mão do que recomendam a OMS e todas as autoridades de saúde, inclusive de sua própria equipe, que enfaticamente determinaram que as pessoas sejam isoladas em suas casas, que o comercio seja fechado, que o sistema de transporte funcione apenas no que é essencial, vai o presidente a TV pedir que o país volte a sua normalidade, que as pessoas saiam de suas casas e voltem ao trabalho, que as crianças voltem as escolas. O mundo inteiro enfrenta a pandemia com medidas sérias e impactantes. Governos decretam o isolamento social a seus povos, impõem medidas restritivas ao comercio em geral e trabalham duro para conter a disseminação do vírus, enquanto o nosso governante chama a pandemia de gripezinha. Na Itália morrem por dia mais de 700 pessoas, na Espanha o vírus matou 738 pessoas nas ultimas 24 horas, só para citar 2 países. No mundo já são 375 mil casos contabilizados até este momento.

É a vida das pessoas que está em jogo. A Economia sofrerá com certeza grandes impactos não só no Brasil mais em todo o mundo e é obrigação dos governos com suas equipes econômicas, encontrarem as soluções. Mas a vida das pessoas está em primeiro lugar e um governo, seja ele de qualquer corrente ideológica, não pode optar por salvar a economia do seu país sacrificando vidas. O Art 5º da Constituição Federal, antes de elencar todos os direitos individuais do cidadão brasileiro, ressalta: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, à segurança e à propriedade…”

Foi insano e irresponsável o pronunciamento do presidente. Falou como um chefe de Orcrim e lembrou os maiores líderes nefastos do mundo com uma pregação genocida e logico, enlouquecida. Em lugar de promover o entendimento e a calma, levou pânico e beligerância a quem em confinamento já se encontra com a mente em polvorosa. Se portou e se porta o presidente, como um desequilibrado que não tem o domínio das palavras e não se importa com os efeitos que as mesmas podem causar a população em geral e ao mundo. Individualista, deixa de dar importância ao que pensam as maiores autoridades de saúde do Brasil e do mundo, no caso a Organização Mundial de Saúde. É a vida que tem que ser protegida custe o que custar. Pela ordem da natureza, das Leis e do entendimento mundial, é a vida que tem que se sobrepor a economia e não o contrário.

Como se não bastasse o pronunciamento criminoso, o presidente criou um clima de total beligerância com os governos de São Paulo e Rio de Janeiro e agora de Goiás que era seu aliado, para defender inconteste, suas convicções equivocadas e exclusivistas sobre como conduzir a atual crise, ignorando por completo as orientações das autoridades brasileiras e mundiais. Como entender que em uma crise de saúde mundial tão profunda, onde pessoas estão sendo dizimadas, parentes não estão nem podendo enterrar seus entes queridos, pessoas deixando seus lares para morrerem nos hospitais, idosos preocupados com o bem estar deles de seus filhos e netos, filhos preocupados com seus pais e avós, todos preocupados como sobreviver amanhã e lamentavelmente liga sua TV e vê o seu presidente desprezar o seu povo, humilhando-os sem lhes dar a mínima importância a sua saúde e a sua vida.      

A crise de saúde que ora passamos dispensa ideologias e partidarismos. Dispensa afrontas, distopias e humilhações. Dispensa mais veementemente a ignorância e crueldade de um presidente que foi eleito para governar não para um grupo, mas para todos os brasileiros. A polarização é dispensável em um momento difícil como este, para que se dê a crise a atenção devida em beneficio da vida e não de setores da sociedade.

O pronunciamento do presidente ontem fez surgir a sua verdadeira personalidade. E foi assustador ver que temos no poder uma pessoa incontrolável e perigosa. Demonstrou categoricamente que não está à altura do cargo e que não reúne as mínimas condições de exerce-lo. Não sei que rumo será dado ao país, mas como cidadão e pelo bem do país e de seu povo, há de se cobrar das autoridades constituídas uma reformulação urgente do poder executivo. O impeachment é traumático e demorado no meu entender e o país ficará a sangrar até o desfecho incerto desse processo. O cancelamento da chapa Bolsonaro/Mourão pelo TSE, parece ser o melhor e menos traumático caminho, com convocação imediata de novas eleições. Elementos e provas não faltam. Falta sim que o TSE seja provocado e depois cobrado pela população por um julgamento justo.

O mundo inteiro e autoridades da saúde voltam hoje a alertar os líderes sobre a necessidade do isolamento social e pede união de seus líderes.

Unamo-nos pelo país e mais pela vida. Unamo-nos pelas nossas famílias e nosso bem estar de agora e de nosso futuro.            

A vida pede que fiquem em casa.

Neoliberalismo e a Crise do Coronavírus

por Jacqueline Vallejo

Neste momento, a nível mundial, nos encontramos no olho do furacão da pandemia de Covid-19, muitas especulações começam a aparecer a respeito do vírus, ora se lê que seja na realidade uma guerra biológica (fabricado em laboratório), ora uma evolução/mutação que pode ter sido transmitido por morcegos e passado de forma natural para o corpo humano e nele se tornado infeccioso e altamente transmissível. A origem desse vírus acredito que só a história irá contar. Mas podemos já iniciar nossas análises sobre o rearranjo a nível geopolítico que essa pandemia está sinalizando, e os impactos dessas mudanças.

Recorremos a história para entendermos nosso momento atual, como chegamos a essa derrocada econômica, e o desespero frente a pandemia que confronta o capitalismo na sua fase neoliberal.

Iniciamos com a ofensiva burguesa dos anos 80 e 90 e seu aprofundamento nos últimos anos, que nos aponta suas três direções centrais: a reestruturação produtiva, a mundialização do capital, e a contrarreforma neoliberal.

O neoliberalismo, a partir do final dos anos 70, assumiu governos com a programática conservadora, regressiva, resgatando ideias liberais. Tratou-se de uma contrarreforma tendo em mente que o Welfare State tinha “perigosos efeitos” como: desmotivação dos trabalhadores, concorrência desleal, baixa produtividade, burocratização, etc. Foi a busca de rentabilidade e mundialização tendo como orientações/condições a atratividade, adaptação, flexibilidade e competitividade.

A atratividade, como uma das funções econômicas do Estado, requereu novas relações com grupos mundiais, tornando ainda mais subordinado a eles. Com medidas como: cobrir custo de algumas infraestruturas, aplicar incentivos fiscais, garantir escoamentos e institucionalizar liberações, desregulamentações e flexibilidades no âmbito das relações de trabalho, o Estado garantindo toda uma estrutura a título de competitividade. Vale destacar também os processos de privatização, reduzindo as dimensões do setor público.

A mundialização, com tendência antidemocrática, necessita de um Estado forte e enxuto. O Estado-Nação por sua vez, pressiona político-economicamente os Estados nacionais com o capital financeiro e o papel das dívidas públicas. Mas esse modelo não é universalizante, difere entre os blocos centrais e periféricos dos países capitalistas. O primeiro não abrindo mão de sua soberania, enquanto o segundo sendo reorientado a retornar a sua “vocação natural” de exportação e desindustrialização (O Agro é Tech, o Agro é Pop, o Agro é tudo). Medidas como: conter o mercado interno, bloquear o crescimento dos salários e direitos sociais, aumentar as taxas de juros, diminuir os empregos formais decorrentes de fechamento ou enxugamento de empresas; dificultam o desempenho do Estado de regulamentação interna e impedem o avanço da democracia. Como podemos exemplificar com as medidas do PAC do fim do mundo.

E nesse ambiente de adaptação as novas condições da economia mundial, indicado pelo Banco Mundial e o FMI, cresce o pauperismo. A estratégia de enfrentamento da pobreza é orientada para os fundos sociais de emergência, com programas compensatórios, e incentivando a mobilização da “solidariedade” individual e voluntária, uma forma “cristã” de desresponsabilização do Estado frente a questão social.

Para garantir o consentimento e a legalização, o neoliberalismo lança mão do pensamento único, conjunto sistemático de ideias e medidas difundidas pelos meios de comunicação. A hegemonia do grande capital envolve as mudanças no mundo do trabalho, redefinindo o mercado. Com suporte ideológico chegamos ao limite do fetiche das mercadorias, transformando relações entre homens em relações entre coisas, ocultando a dominação e exploração entre indivíduos, grupos e classes sociais.

A existência de uma cultura da crise, que através da disputa ideológica legitima a contrarreforma do Estado e das políticas regressivas neoliberais, tem nas classes dominantes os difusores do pensamento privatista, meritocrático e a constituição do cidadão-consumidor, assegurando à adesão as transformações do mundo do trabalho e dos mercados, incentivando o empreendedorismo e os trabalhos informais (primeiros a padecer na crise, sem renda e sem proteção), já que as vagas de trabalho formal tendem a diminuir. Há o convencimento que existe apenas um caminho a trilhar, onde todos devem integrar e se adaptar. Para os não integrados, políticas de combate à pobreza, redes de proteção social, e se não adiantar, tem a polícia, política de “segurança”.

Os esforços estão voltados para os novos objetos de consenso, como a desqualificação teórica, política e histórica de alternativas progressistas e a negação de mecanismos de controle sobre o movimento do capital, em favor da regulação do mercado, aquele que tem uma mão invisível. Neste ponto, podemos verificar o resultado das últimas eleições no Brasil e nos EUA.

A interpretação e difusão da crise como ideologia vista como verdade e princípio orientador, são empreendidos pela extrema-direita, possuindo caráter conservador e alterando hábitos e consciências dos homens. O papel despótico da informação manipulada, transmitida para a maioria da humanidade, que não esclarece e sim confunde. A publicidade que forja necessidades, o consumo, os costumes, todos padronizados, homogeneizados e uniformizados, uma cultura de dominação que fortalece a “necessária adaptação”.

A lógica do Estado neoliberal, que em parceria com o capital privado, busca o consenso na sociedade civil, precariza o público, tornando impraticável o acesso, com o discurso falacioso que o Estado não tem competência, nem recursos financeiros para administrar os serviços, e que o que é público é de péssima qualidade, que necessário se faz privatizar para um bom atendimento. É a busca de novos horizontes de lucros para o capital monopolista. Quando a mídia noticia casos de escassez de material, ou falta de pagamento de funcionários públicos e terceirizados, o que querem apontar? Que precisamos diminuir o “gasto público”, precisamos fazer parcerias ou mesmo privatizar. E podemos ver isso na Educação, Saúde, Previdência, Sistema Penitenciário, etc… São grandes conglomerados que tomaram conta de tudo que a classe trabalhadora conquistou com lutas e que nos estão sendo tirados, nossos direitos subtraídos.

As facetas dessa contrarreforma econômica, intelectual e moral, que muito amparada com a mídia transforma a sociedade civil num palco de preconceitos, intolerâncias e barbárie, consolida a hegemonia de uma classe que dita às normas de comportamentos, desejos e até mesmo dos sonhos, somos teleguiados a consumir, a competir e a nos individualizar, eliminando toda e qualquer forma de compaixão e de sociabilidade. Sistema perverso que desumaniza frente a uma “questão social” maximizada, frente ao crescimento da pauperização absoluta e relativa.

E diante de todo esse panorama cultural, econômico e político, hoje, temos um presidente da República que diante de uma pandemia que já matou milhares no mundo, se apresenta ao povo com um discurso medíocre, genocida, sem embasamento científico nenhum, menosprezando todas as recomendações e atenções da OMS, pedindo a reabertura do comércio e das escolas e o fim do “confinamento em massa”. Nos faz crer que vivemos aqui no Brasil a Era da Ignorância, do reducionismo dos fatos, das opiniões, onde tudo é possível. E também da maldade, colocando em risco uma população em pró da economia. Essa economia neoliberal que se retroalimenta das crises e que se mostra totalmente frágil e inoperante diante de um vírus, pois com sua ganância, nega todos os recursos físicos e monetários, que seriam necessários para atravessarmos esse momento tão perigoso, que requer estrutura de saúde pública e responsabilidade do Estado em fornecer condições de vida aos seus cidadãos.

Após a passagem do coronavírus pelo mundo, nada ficará como antes e será o momento de grandes mudanças, o capitalismo não irá suportar a recessão, tanto tempo estagnado e sem lucros, e provavelmente o sistema terá que ser superado. Novas potências surgirão, revoluções serão necessárias e poderemos viver um pós-capitalismo, com viés socialista, onde reergueremos com muito trabalho, nossa dignidade, nossa humanidade, respeitando e valorizando o saber, o meio-ambiente, e a saúde física e mental.

Ter esperança por dias melhores ajuda a nos manter sãos, mas por hora, é FORA BOLSONARO para nos mantermos vivos.

Parem o Presidente

por Artemis Zamis

O povo brasileiro na sua maioria, não deu muita sorte nestes últimos dois anos e em especial neste ano em curso, onde passamos por uma pandemia das mais graves já vistas no mundo. Conforme dados de hoje, 22 de março, temos 1.546 casos confirmados, e 25 mortes.  A falta de sorte maior ainda é termos que passar por isso com um governo também tido como um dos piores de todo o mundo, por sua incapacidade cognitiva, técnica e psicológica. A cada declaração é uma enxurrada de sandices, frases sem sentido e mentiras. Seu comportamento é psicótico, totalmente incomum e perigoso. Ele consegue ir na contra mão do que determina o seu próprio ministro da saúde, dos governadores que envidam todos os esforços para conter a proliferação do vírus e até das autoridades mundiais de saúde. Esse presidente precisa ser parado e já.

A interdição é crucial para a sobrevivência do estado, do nosso povo e da nossa democracia. “Mourão é a solução constitucional, com outro gabinete de salvação nacional, com todos os partidos, sem Guedes, Moro, Damares, Weintraub, Araujo. É a saída menos traumática, imediata enquanto durar essa crise humanitária gravíssima. Depois um acordo geral para eleições gerais” disse o Advogado Arnóbio Rocha em sua coluna de hoje.

 Não temos tempo para um processo de Impeachment pois o país não suporta, já que agoniza em quase todos os setores. Parem o presidente.

Enquanto o presidente não sai, medidas severas e necessárias estão sendo tomadas para conter a proliferação e dentre elas o isolamento social. Idosos com mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes e cardiopatias são os mais vulneráveis e precisam ser por nós protegidos. Neste momento, inverte-se nossa demonstração de amor que sentimos por nossos parentes com o doloroso distanciamento e a falta de um abraço.

O isolamento ao que tudo indica não será curto. Por isso, temos que nos cercar de todos os cuidados para não adoecermos mentalmente e passarmos ilesos por esse inimigo invisível que nos assola agora. Temos que procurar ocupar nossos pensamentos criando novas atividades, novas rotinas e um jeito novo de passar o dia. A internet será sem dúvida a maior aliada de todos, onde podemos criar novas amizades, novos grupos, abrir discussões sobre vários assuntos. Acho que com isto estaremos ajudando pessoas e ao mesmo tempo nos ajudando. Imaginemos que em algum lugar, em isolamento, estará alguém sozinha, um(a) idoso(a), um(a) adolescente precisando de ajuda. Estar só, no meio do caos, necessita sem sombra de dúvida de um enorme esforço mental para sobreviver a esses dias terríveis que ainda estão por vir. Nós, brasileiros, temos a sorte de termos o nosso DNA constituído de alegria, fé, esperança e a destreza de transformar o ruim em bom. O momento requer criatividade, amor, superação e lucidez.

Nossa cidadania, nosso dever de lutar por nós e nossos semelhantes, terá que ter seu momento registrado sempre em nosso dia a dia. Passaremos mais rápido por essa aflição, se as pessoas se conscientizarem que esse governo precisa ser interditado.

“Um governo é bom quando faz felizes os que sob ele vivem e atrai os que vivem longe.” Confúcio

A Pandemia Colocada em Xeque

por Artemis Zamis

Não poderíamos deixar de falar esta semana do assunto mais sério e importante que domina todas as mídias do mundo, que é a pandemia do Covid-19. O mundo foi surpreendido repentinamente, de novo, por mais essa, que já é uma das maiores tragédias causadas por um vírus. Segundo o último relatório mundial da OMS de hoje, já são 167.511 casos no mundo confirmados, com 6.606 mortes. São números que crescem a cada minuto e em grande escala. No Brasil, última informação, são 234 casos confirmados, e hoje o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, se mostrou surpreso com a velocidade de propagação do Vírus e que infelizmente já espera muitas mortes. (O Globo, reportagem de André de Souza e Renata Mariz, 16 de março)

Dada a gravidade da situação, os governos do mundo todo tomam medidas drásticas na tentativa de conter a proliferação do vírus. As medidas vão desde a criação de gabinetes de crises até fechamento de fronteiras como Alemanha, França, entre outros. Nossa vizinha Argentina do presidente Alberto Fernandes decretou o fechamento de suas fronteiras e a criação de um gabinete de crises para lidar com o assunto Covid-19 e decidir o que fazer.

E nós? Bom, por aqui, nosso presidente que está com suspeita de ser positivo para o Covid-19, depois de convocar atos de manifestação em apoio a seu governo e do fechamento do Congresso Nacional e do STF, desobedece ordens do próprio Ministério da Saúde para que permanecesse em isolamento, sai as ruas para cumprimentar apoiadores e tirar fotos, pegando os celulares das pessoas que se encontravam no entorno do palácio do planalto. Como se não bastasse, desdenha da seriedade da pandemia. Suas declarações em entrevista a TV Bandeirantes hoje, foi não de um presidente, mas de um desajustado. Disse que tudo isso não passa de uma histeria e superdimensionamento do problema, indo na contra mão do que dizem especialistas e líderes mundiais. É importante salientar que 13 pessoas que acompanharam o presidente na ultima viagem aos Estados Unidos, testaram positivo para o novo Coronavírus, o que já era um motivo mais que suficiente para se manter em isolamento e evitar transmissão coletiva.

Seu comportamento é de uma irresponsabilidade sem precedentes na história republicana quando se trata de um assunto de saúde pública e de uma pandemia. O presidente ao negar a catástrofe junto com uma dúzia de apoiadores imbecilizados que o cercam, colocam em risco a vida e o futuro de todos.  Falta integridade, seriedade, falta total de conhecimento do que é a liturgia do cargo tão importante que ocupa. Não reúne as mínimas condições de conduzir uma nação, não está a altura do cargo e com certeza absoluta, precisa que seja interditado para tratamento psiquiátrico.

O Brasil, diante de uma pandemia dessas, não pode permanecer a mercê de um presidente incompetente por natureza, mas também doente. À sua frente está uma enorme crise de saúde pública, com probabilidades reais de acontecerem mortes em números que talvez nem o sistema funerário possa suportar, conforme previu o secretário Wanderson de Oliveira acima citado, e o que temos são atitudes irracionais de quem esperava-se articulações para a contenção da crise.

Cabe a nós brasileiros nos preocuparmos em nos proteger, seguindo rigorosamente as recomendações das autoridades de saúde. Vários governadores da federação, com responsabilidade, tomaram atitudes que parecem drásticas, mas são de suma importância para evitar maiores danos com a proliferação do vírus. Escolas estão sendo paralisadas, reuniões canceladas, eventos de grande e médio porte também cancelados entre outras medidas que o presidente da república em declarações dadas, acabou criticando irresponsavelmente, como nos casos em que foram proibidos torcidas em jogos de futebol. É obrigação de cada um de nós seguirmos rigorosamente todas as orientações que as autoridades de saúde recomendam. As pessoas que nos cercam, nossos amigos, nossas famílias, dependem de nossos procedimentos e de nossos cuidados. A pandemia não é uma questão partidária. É uma questão séria de preservação da vida. Se não temos um presidente que leva isso a sério, levemos nós e cuidemos de quem amamos e do nosso próximo.

8M – Dia Internacional da Mulher

por Artemis Zamis

Anna Rosa Termaesis do Santo, uma carioca, professora de canto, piano e idioma, foi uma das primeiras feministas a reivindicar direitos para as mulheres. Isso ocorreu em 1868 com o Tratado de emancipação da Mulher escrito por ela, em um Brasil Imperial e escravocrata. Anna Rosa reivindicava o direito das mulheres de participarem da política, do mercado de trabalho e da educação, bem como o voto feminino.

A luta feminista é antiga. As conquistas são pífias e vagarosas. Desde o século XVIII até os dias de hoje foram muitas as lutas travadas pelas mulheres, para que pudessem conquistar um mínimo de direitos em um país machista como o nosso. No mundo, suas lutas remontam desde o movimento igualitário desencadeado pela revolução francesa (1789), onde não conseguiram derrubar em nada as desigualdades entre homens e mulheres, totalmente ignorado pela Assembleia Nacional. Mas quem disse que elas desistiram? Será preciso muito mais que um não para que elas parem de lutar por seus direitos mais que justos e por respeito a instituição Mulher. Mas foi somente no século XX que começaram as primeiras mudanças e as primeiras conquistas começaram a acontecer. Uma das primeiras foi a eliminação do estatuto jurídico de inferioridade das mulheres na vida civil e ainda assim não aconteceu eu todos os países.

A Nova Zelândia, foi o primeiro país a reconhecer às mulheres o direito do voto em 1893. Em seguida vieram a Austrália (1902), Finlandia (1906) e a Noruega )1913) Outros 28 países vieram a reconhecer o direito ao voto entre 1914 e 1939. No Brasil, foi só em 1932 no governo de Getúlio Vargas que as mulheres conquistaram o direito de votar. Uma vitória bem limitada que só veio a se consolidar como obrigatório em 1946. Decorreram quase 70 anos para que Anna Rosa Termaesis pudesse ter suas reivindicações atendidas mesmo que parciais.

Há de se lembrar o ensolarado 24 de outubro de 1975 na Islândia, onde 90% das mulheres Islandesas mudaram a história do país com uma greve geral, onde em vez de irem aos seus escritórios, fazer tarefas domésticas ou cuidar de crianças, foram elas às ruas demonstrar sua importância. O movimento, que se tornou um divisor de águas,  abriu espaço para que cinco anos depois, Vigdis Finnbogadottir, uma mãe solteira divorciada conquistasse a Presidência do país tornando-se a primeira mulher presidente da Europa e a primeira a ser eleita democraticamente como chefe de Estado.

Aqui no Brasil, nosso divisor de águas foi em 2016, quando tiraram do cargo, Dilma Vana Rousseff, nossa primeira mulher eleita democraticamente como presidente da república. De lá para cá, entramos em um período turbulento de nossa democracia que culminou com o desastre da eleição de Bolsonaro. Neste segundo ano de seu governo, o que se coleciona são os retrocessos ocorridos em todas as áreas possíveis. Mas nada se compara aos ataques e incentivos violentos de misoginia por parte do governo e de seu grupo as mulheres em geral. Para este governo, hoje, nada se tem a comemorar a não ser o aumento da onda de feminicídio que bate recordes assustadores a cada mês. Parece absurdo dizer isso, mas não é. Parece absurdo relatar o caso dos ataques inescrupulosos a jornalista Patrícia Campos Mello que hoje em sua coluna afirma “No Brasil, ser mulher nos transforma em alvo de ataques”.

A luta das mulheres infelizmente ainda será longa. Sorte nossa que temos muitas Patrícias, muitas Dilmas, incansáveis na luta para que um dia não tenhamos mais nenhuma adolescente sem conhecimento e sem informação, nenhuma mulher sendo violentada física e moralmente por um marido ou namorado escroto, nenhuma mulher sem ganhar menos que um homem, nenhuma mulher sendo discriminada no seu trabalho, nenhuma mulher sendo abandonada, nenhuma mulher sendo dependente de um opressor.

Vou lutar sempre para que tenhamos um dia, uma tarde ensolarada como aquela de 24 de outubro de 1975 na Islândia. E que esse dia seja o nosso melhor divisor de águas, onde a desigualdade não seja mais utópica e sim uma realidade.

A Todas as mulheres,
FELIZ DIA 08 DE MARÇO DE 2020, DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!!!

A Desordem como Regra

por Artemis Zamis

Não precisamos de grande expertise para fazer uma avaliação precisa do que é esse governo do presidente Bolsonaro. Podemos afirmar com segurança que temos ali uma desorganização generalizada em todo o sistema e pastas. A desordem começa do gabinete presidencial à câmara e senado federal. Ministros de estado foram chamados para ocupar pastas sem o mínimo conhecimento técnico do que iriam administrar e dirigem um barco sem leme pois o comando também inexiste ou nada sabe.

Já está comprovado que a eleição que levou o presidente ao planalto foi recheada de falcatruas das mais absurdas que se pode imaginar, como fake news, caixas 2, mentiras, toda sorte de invencionices e principalmente a disseminação do ódio, que de tanto serem repetidas por centenas de vezes, acabaram por permear todo tipo de mentes e personalidades das mais diferentes e conturbadas deste país.

Por mais incrível que possa parecer aos olhos de um ser humano pensante, a eleição de Bolsonaro teve sucesso por coisas que disse, tais como:

“Tive 4 homens, na 5º dei uma fraquejada e nasceu uma mulher.”

“O Grande erro da ditadura foi não matar vagabundos e canalhas como Fernando Henrique!”

“O objetivo é fazer o cara abrir a boca. O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico.”

“Gastaram muito chumbo com o Lamarca. Ele deveria ter sido morto a coronhadas.”

“O erro da ditadura foi torturar e não matar.”

“Estou me lixando para esse pessoal aí do movimento gay.”

“Preta Gil, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”, (ao responder a pergunta sobre se seu filho se relacionasse com uma preta).

“Não vou estuprar você porque você não merece.”

Difícil se pensar que tais declarações pudessem despertar tantos monstros de seus casulos. Pois despertou. E vieram vorazes, com sede de vingança, chegaram violentos, ameaçadores, truculentos e terrivelmente intragáveis.

Obedecem a desordem do governo. São o espelho daquele que o elegeram e portam consigo o crachá de desordeiro dado pelo chefe que ostenta o poder. Episódios da desordem pipocam por todo o país até em locais onde deveria reinar a ordem como nos quarteis de PM. Escolas, faculdades, agremiações, tribos indígenas, todos estão sofrendo com os monstros desordeiros do ódio que o presidente acordou.

Ontem, a vitima foi a presidente do PT Gleisi Hoffmann que ao sair de um hotel no Rio de Janeiro junto com sua filha de 14 anos, foi duramente hostilizada por bolsonaristas que a aguardavam do lado de fora. Pra quê? Se não por influencia daquele que do alto de seu poder supremo, determina qual será a violência do dia? Se a agressão sofrida pela Deputada Gleisi e sua filha já foi assustadora, imaginem quando uma deputada em pleno mandato vai para as redes sociais defender a agressão como fez a Deputada Carla Zambelli da tropa de choque do presidente.

“Eu, deputada Carla Zambelli, não tenho o hábito de aplaudir atitudes de intimidação frente à pessoas, principalmente quando estão em menor quantidade. Mas, nesse caso bato palmas para os cidadãos, pois não vejo como intolerância, é a tal da lei do retorno”, postou ela em seu Facebook. “Pessoas como ela, precisam entender que se não estão na prisão de fato, devem permanecer em prisão domiciliar e não devem ser bem vindas em qualquer lugar”, afirmou ainda Carla.

Eu não acho que em algum momento da nossa história republicana tivemos algo parecido, até mesmo na ditadura de 64. Então, saiba você que está em pleno vigor no país, o neofascismo com pitadas de nazismo e doses extras de neopentecostais. O certo é que não temos mais a tão sonhada democracia. A desordem está em nosso meio talvez até propositadamente, para que outra maior, que possa está sendo gestada no seio das cabeças obscuras que 57,7 milhões de irresponsáveis elegeram, possam ainda nos sobrevir e nos oprimir ainda mais.

Não temos mais nossas aposentadorias, nossos direitos trabalhistas nos foram tirados, nossos filhos não tem mais uma educação livre e seus pensamentos não estão sendo igualmente livres. Nossas famílias estão sendo vitimas da desordem violenta de quem nos devia proteger.

A hora é chegada meus caros amigos. Nos próximos dias 6, 7, 8, 9, 14 e 18 de março, as ruas falarão. Teremos a oportunidade de não aceitarmos essa desordem. Será nossa oportunidade de começarmos a pensar no país como um todo, sem divisões, sem ódio, sem mágoas, sem violência nenhuma, sem feminicídio, sem violência aos negros, sem ataques de qualquer espécie, a quem quer que seja. Teremos a oportunidade de lutar por um Brasil forte, com economia igualmente forte. Um Brasil de todos.